Natal de cinzas

Já faz muito tempo...o tempo esse grande amigo, inimigo, parceiro, traidor, companheiro. Enfim, presença constante na vida de todos.

Como eu gosto de poder pegar coisas antigas e tocá-las, reler velhas poesias, relembrar momentos e sentir novamente aquela sensação de que muita coisa já foi feita e muito mais ainda vem pela frente nesse ciclo mágico e finito, ou não, que é a vida.

Limpo as cinzas do meu rosto e reconheço que este ano foi extremamente estúpido, mas também fantástico. Em quantos lugares, com quantas pessoas e quantos sorrisos e lágrimas derramei! Termino o ano com uma sensação de imensa satisfação, dever cumprido, nada a me arrepender, apenas o contentamento do saber. Saber que a vida é dura, mas também é bela. Se eu pudesse descrever o que sinto neste momento diria que sinto a invasão do meu estomago por inúmeras bolhas, que se multiplicam até me preencher por completo, cada uma delas com um imagem, uma lembrança, um sabor e que me fazem sentir felicidade.

Aliado a isto, tenho a incrível chama que queima e aquece meu peito, a expectativa que consome os meus pensamentos, mas que a cada aproximação do alcance me deixa alegre e ciente de que o que me aguarda são anos similares e melhores que este.

O amor me preenche, amor pela vida, pelas pessoas, pelo calor humano, o amor de saber que tudo faz sentido.

Enfim feliz Natal, 2011 está partindo...mas com eles ficaram tesouros guardando em minha mente e pele.

Logo estarei de volta, vejo que o trem está nos trilhos e eu sou o maquinista.

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